Lá vai Damião...
Com seu gingado inconfundível.
Sujeito à toda prova,malandro temível.
Cantando modinhas,todo moleirão.
Foi assim que nasceu a lenda de um valentão.
Capadócio por excelência.
Para muitos uma referência,
De uma estranha cadência.
Nomeada por ele mesmo como ciência.
Mestre da negaça,
Exibida na praça.
Costume regado a boa cachaça.
Sujeito galanteador,
Canta fados de amor.
Célebre repentista da praia do arpoador.
Sempre bem trajado.
Paletó alinhado,
Em combinação com o calçado.
Mesmo em peleja,conserva-se imaculado.
Patuá de Exú que proteja,
O filho de escrava,que fugiu da igreja.
Faltava a catequese,para namorar a criada dos lábios de cereja.
quinta-feira, 5 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Dissensão.

O iconoclasta que beijou a santa,
É sambista que não canta,
Passeante do viveiro sem planta.
Suicida que ama a vida,
Flagelado sem ferida,
A celebridade desconhecida.
Patrão desempregado,
Sem nunca ter trabalhado,
Tagarela acanhado...
Um herege canonizado.
Uma virgem matriarca,
Senhora da comarca,
Anarquista com título de monarca.
Pintora que odeia tela,
Reclusa fora da cela,
Toma à fresca na janela...
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Sonhei.
Foi ilusão...o tempo foi meu professor.
O oceano nos separa,só aumentando a minha dor....
Fui exilado sem chance de declarar o meu amor.
O erro foi meu,todavia agora e tarde.
O valentão se tornou um covarde,
Eu daria tudo,para te dizer a verdade.
Lembro dos telefonemas,
Confessando os problemas.
Eu improvisava versos e poemas,
Estou contigo amada não temas...
Nunca ganhei,a dádiva divina.
O beijo,o carinho da doce menina.
Eu um plebeu,e ela uma menina fina.
Não trocaria o palacete pelo casebre da esquina.
Sonhei alto de mais...que loucura a minha!!!
O oceano nos separa,só aumentando a minha dor....
Fui exilado sem chance de declarar o meu amor.
O erro foi meu,todavia agora e tarde.
O valentão se tornou um covarde,
Eu daria tudo,para te dizer a verdade.
Lembro dos telefonemas,
Confessando os problemas.
Eu improvisava versos e poemas,
Estou contigo amada não temas...
Nunca ganhei,a dádiva divina.
O beijo,o carinho da doce menina.
Eu um plebeu,e ela uma menina fina.
Não trocaria o palacete pelo casebre da esquina.
Sonhei alto de mais...que loucura a minha!!!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O poeta.
O poeta Álvares de Azevedo (1831-1852) em seu poema 'Minha Desgraça' descreveu de forma simples as dificuldades da vida de um poeta.As dificuldades de Álvares foram as mesmas de um outro homem,João Rubinato ou Adoniran Barbosa (1910-1982).
MINHA DESGRAÇA
Álvares de Azevedo
"Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco...
E, meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
cujo sol (quem mo dera) é o dinheiro...
Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que meu peito assim blasfema,
É ter por escrever todo um poema
E não ter um vintém para uma vela."
Álvares de Azevedo,rimou a tristeza de ser poeta em sua época.
Adoniran Barbosa,transformou a vida sofrida dos paulistanos em melodias.
Adoniran filho de Emma e Juliano Rubinato,imigrantes italianos,gravou pela primeira vez em 1935,acompanhado de José Nicolini e sua orquestra,gravou a música 'Agora pode chorar'.Entre 1935 e 1940 Adoniran trabalhou na rádio Cruzeiro do Sul,como animador e cantor.Em seu trabalho 'No morro do piolho' de 1958,com Jacó de Brito e Carlos Silva,usou o pseudónimo de 'peteleco' (Nome de seu cachorro) e no selo do disco,assinou como 'charutinho' acompanhado de Santana e Seu Regional.Charutinho era um personagem de Adoniran na rádio Record de São Paulo,no programa 'História da Malocas'.
Adoniran trabalhou em 11 novelas,5 na tv Record e 6 na extinta tv Tupi de São Paulo,participou de 18 filmes,destaque para o filme 'Candinho' de 1954 que contou com a participação de Mazzaropi.Em 28 de Novembro de 1972 Adoniran participou do programa especial MPB da Tv Cultura de São Paulo,gravação que foi a fonte de muitos discos posteriores. Em 1978 Adoniran recebeu a visita de Elis Regina (1945-1982) juntos,cantaram grandes sucessos de Adoniran como:Saudosa Maloca,Iracema,Samba no Bexiga e outros.
O característico português do interior (cheio de erros) como:'Nóis vai;Nóis fumo;Te contá...'era uma arte segundo Adoniran.Anos mais tarde,Adoniran lamentava sua perda de espaço nas rádios paulistanas,as rádios que antes tocavam os sucessos de João Rubinato,passaram a tocar as modinhas,que carinhosamente Adoniran chamava de 'Iê Iê Iê'.Situação que fez Adoniran gravar a música 'Já fui uma Brasa',aonde ele misturou a situação citada acima,com sua relação com as mulheres.
Já fui uma Brasa.
Adoniran Barbosa.
Eu também um dia fui uma brasa
E acendi muita lenha no fogão
E hoje o que é que eu sou?
Quem sabe de mim é meu violão
Mas lembro que a rádio que hoje toca Iê Iê Iê o dia inteiro,
Tocava saudosa maloca.
Eu gosto dos meninos destes tal de Iê Iê Iê porque com eles,
Canta a voz do povo
E eu que já fui uma brasa,
Se assoprarem posso acender denovo...
"É negrão...eu ia passando,o broto olhou e disse:
É uma cinza mora?
Sim,mas se assoprarem debaixo dessa cinza tem muita lenha pra queimar..."
Outras obras de Adoniran como:Saudosa Maloca;Despejo na Favela;Abrigo de Vagabundo,misturam a melancolia dos moradores das malocas,cortiços,favelas de São Paulo e de todo o País,com a crítica da falta de respeito das autoridades para com o povo.
Desejo na favela.
Adoniran Barbosa.
"Quando o oficial de justiça chegou
Lá na favela
E contra o seu desejo
Entregou pra seu Narciso
Um aviso, uma ordem de despejo
Assinada "Seu Doutor"
Assim dizia a petição:
"Dentro de dez dias quero a favela vazia
E os barracos todos no chão"
É uma ordem superior
ô, ô, ô, ô, meu senhor
É uma ordem superior
Não tem nada não, seu doutor
Não tem nada não
Amanhã mesmo vou deixar meu barracão
Não tem nada não
Vou sair daqui
Pra não ouvir o ronco do trator
Pra mim não tem problema
Em qualquer canto eu me arrumo
De qualquer jeito eu me ajeito
Depois, o que eu tenho é tão pouco
Minha mudança é tão pequena
Que cabe no bolso de trás
Mas essa gente aí
Como é que faz?
ô, ô, ô, ô, meu senhor
Essa gente aí
Como é que faz?"
Já a obra Abrigo de Vagabundo,é uma mistura de lamento e louvor de vitória...
Abrigo de Vagabundo.
Adoniran Barbosa.
"Eu arranjei o meu dinheiro
Trabalhando o ano inteiro
Numa cerâmica
Fabricando potes e lá no alto da Moóca
Eu comprei um lindo lote dez de frente e dez de fundos
Construí minha maloca
Me disseram que sem planta
Não se pode construir
Mas quem trabalha tudo pode conseguir
João Saracura que é fiscal da Prefeitura
Foi um grande amigo, arranjou tudo pra mim
Por onde andará Joca e Matogrosso
Aqueles dois amigos
Que não quis me acompanhar
Andarão jogados na avenida São João
Ou vendo o sol quadrado na detenção
Minha maloca, a mais linda que eu já vi
Hoje está legalizada ninguém pode demolir
Nossa maloca a mais linda deste mundo
Ofereço aos vagabundos
Que não têm onde dormir"
A obra mais melancólica de Adoniran,na minha opinião é a mais bela...Iracema,nesta música Adoniran chora as mágoas de perder o seu amor,em um trágico acontecimento 20 dias antes do aguardado casamento.Outra obra fascinante do mestre foi 'Bom dia Tristeza'.
Iracema.
Adoniran Barbosa.
"Iracema, eu nunca mais eu te vi
Iracema meu grande amor foi embora
Chorei, eu chorei de dor porque
Iracema, meu grande amor foi você
Iracema, eu sempre dizia
Cuidado ao travessar essas ruas
Eu falava, mas você não me escuitava não
Iracema você travessou contra mão
E hoje ela vive lá no céu
E ela vive bem juntinho de nosso Senhor
De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos
Iracema, eu perdi o seu retrato.
" Iracema, fartavam vinte dias pra o nosso casamento
Que nóis ia se casar
Você atravessou a São João
Veio um carro, te pega e te pincha no chão
Você foi para Assistência, Iracema
O chofer não teve curpa, Iracema
Paciência, Iracema, paciência"
E hoje ela vive lá no céu
E ela vive bem juntinho de nosso Senhor
De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos
Iracema, eu perdi o seu retrato"
Bom dia Tristeza.
Adoniran Barbosa.
"Bom dia, tristeza
Que tarde, tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando
Até meio triste
De estar tanto tempo
Longe de você
Se chegue, tristeza
Se sente comigo
Aqui, nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar..."
Ao saudoso mestre Adoniran Barbosa/Peteleco/Charutinho/João Rubinato,o meu agradecimento pelas obras.Axé camará!
Continua o despejo.
O trator feroz sempre trabalha.
O povo ainda tem o mesmo desejo.
A maloca ainda cai,como barraco de palha.
O samba,já perdeu o seu gracejo.
O Iê Iê Iê tomou o lugar dos poetas.
O samba perdeu a freguesia.
O violão ficou mudo não dita o rítmo das festas.
Prevaleceu a filosofia da hipocrisia.
O povo pede socorro,clama o fim da agonia.
MINHA DESGRAÇA
Álvares de Azevedo
"Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco...
E, meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
cujo sol (quem mo dera) é o dinheiro...
Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que meu peito assim blasfema,
É ter por escrever todo um poema
E não ter um vintém para uma vela."
Álvares de Azevedo,rimou a tristeza de ser poeta em sua época.
Adoniran Barbosa,transformou a vida sofrida dos paulistanos em melodias.
Adoniran filho de Emma e Juliano Rubinato,imigrantes italianos,gravou pela primeira vez em 1935,acompanhado de José Nicolini e sua orquestra,gravou a música 'Agora pode chorar'.Entre 1935 e 1940 Adoniran trabalhou na rádio Cruzeiro do Sul,como animador e cantor.Em seu trabalho 'No morro do piolho' de 1958,com Jacó de Brito e Carlos Silva,usou o pseudónimo de 'peteleco' (Nome de seu cachorro) e no selo do disco,assinou como 'charutinho' acompanhado de Santana e Seu Regional.Charutinho era um personagem de Adoniran na rádio Record de São Paulo,no programa 'História da Malocas'.
Adoniran trabalhou em 11 novelas,5 na tv Record e 6 na extinta tv Tupi de São Paulo,participou de 18 filmes,destaque para o filme 'Candinho' de 1954 que contou com a participação de Mazzaropi.Em 28 de Novembro de 1972 Adoniran participou do programa especial MPB da Tv Cultura de São Paulo,gravação que foi a fonte de muitos discos posteriores. Em 1978 Adoniran recebeu a visita de Elis Regina (1945-1982) juntos,cantaram grandes sucessos de Adoniran como:Saudosa Maloca,Iracema,Samba no Bexiga e outros.
O característico português do interior (cheio de erros) como:'Nóis vai;Nóis fumo;Te contá...'era uma arte segundo Adoniran.Anos mais tarde,Adoniran lamentava sua perda de espaço nas rádios paulistanas,as rádios que antes tocavam os sucessos de João Rubinato,passaram a tocar as modinhas,que carinhosamente Adoniran chamava de 'Iê Iê Iê'.Situação que fez Adoniran gravar a música 'Já fui uma Brasa',aonde ele misturou a situação citada acima,com sua relação com as mulheres.
Já fui uma Brasa.
Adoniran Barbosa.
Eu também um dia fui uma brasa
E acendi muita lenha no fogão
E hoje o que é que eu sou?
Quem sabe de mim é meu violão
Mas lembro que a rádio que hoje toca Iê Iê Iê o dia inteiro,
Tocava saudosa maloca.
Eu gosto dos meninos destes tal de Iê Iê Iê porque com eles,
Canta a voz do povo
E eu que já fui uma brasa,
Se assoprarem posso acender denovo...
"É negrão...eu ia passando,o broto olhou e disse:
É uma cinza mora?
Sim,mas se assoprarem debaixo dessa cinza tem muita lenha pra queimar..."
Outras obras de Adoniran como:Saudosa Maloca;Despejo na Favela;Abrigo de Vagabundo,misturam a melancolia dos moradores das malocas,cortiços,favelas de São Paulo e de todo o País,com a crítica da falta de respeito das autoridades para com o povo.
Desejo na favela.
Adoniran Barbosa.
"Quando o oficial de justiça chegou
Lá na favela
E contra o seu desejo
Entregou pra seu Narciso
Um aviso, uma ordem de despejo
Assinada "Seu Doutor"
Assim dizia a petição:
"Dentro de dez dias quero a favela vazia
E os barracos todos no chão"
É uma ordem superior
ô, ô, ô, ô, meu senhor
É uma ordem superior
Não tem nada não, seu doutor
Não tem nada não
Amanhã mesmo vou deixar meu barracão
Não tem nada não
Vou sair daqui
Pra não ouvir o ronco do trator
Pra mim não tem problema
Em qualquer canto eu me arrumo
De qualquer jeito eu me ajeito
Depois, o que eu tenho é tão pouco
Minha mudança é tão pequena
Que cabe no bolso de trás
Mas essa gente aí
Como é que faz?
ô, ô, ô, ô, meu senhor
Essa gente aí
Como é que faz?"
Já a obra Abrigo de Vagabundo,é uma mistura de lamento e louvor de vitória...
Abrigo de Vagabundo.
Adoniran Barbosa.
"Eu arranjei o meu dinheiro
Trabalhando o ano inteiro
Numa cerâmica
Fabricando potes e lá no alto da Moóca
Eu comprei um lindo lote dez de frente e dez de fundos
Construí minha maloca
Me disseram que sem planta
Não se pode construir
Mas quem trabalha tudo pode conseguir
João Saracura que é fiscal da Prefeitura
Foi um grande amigo, arranjou tudo pra mim
Por onde andará Joca e Matogrosso
Aqueles dois amigos
Que não quis me acompanhar
Andarão jogados na avenida São João
Ou vendo o sol quadrado na detenção
Minha maloca, a mais linda que eu já vi
Hoje está legalizada ninguém pode demolir
Nossa maloca a mais linda deste mundo
Ofereço aos vagabundos
Que não têm onde dormir"
A obra mais melancólica de Adoniran,na minha opinião é a mais bela...Iracema,nesta música Adoniran chora as mágoas de perder o seu amor,em um trágico acontecimento 20 dias antes do aguardado casamento.Outra obra fascinante do mestre foi 'Bom dia Tristeza'.
Iracema.
Adoniran Barbosa.
"Iracema, eu nunca mais eu te vi
Iracema meu grande amor foi embora
Chorei, eu chorei de dor porque
Iracema, meu grande amor foi você
Iracema, eu sempre dizia
Cuidado ao travessar essas ruas
Eu falava, mas você não me escuitava não
Iracema você travessou contra mão
E hoje ela vive lá no céu
E ela vive bem juntinho de nosso Senhor
De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos
Iracema, eu perdi o seu retrato.
" Iracema, fartavam vinte dias pra o nosso casamento
Que nóis ia se casar
Você atravessou a São João
Veio um carro, te pega e te pincha no chão
Você foi para Assistência, Iracema
O chofer não teve curpa, Iracema
Paciência, Iracema, paciência"
E hoje ela vive lá no céu
E ela vive bem juntinho de nosso Senhor
De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos
Iracema, eu perdi o seu retrato"
Bom dia Tristeza.
Adoniran Barbosa.
"Bom dia, tristeza
Que tarde, tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando
Até meio triste
De estar tanto tempo
Longe de você
Se chegue, tristeza
Se sente comigo
Aqui, nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar..."
Ao saudoso mestre Adoniran Barbosa/Peteleco/Charutinho/João Rubinato,o meu agradecimento pelas obras.Axé camará!
Continua o despejo.
O trator feroz sempre trabalha.
O povo ainda tem o mesmo desejo.
A maloca ainda cai,como barraco de palha.
O samba,já perdeu o seu gracejo.
O Iê Iê Iê tomou o lugar dos poetas.
O samba perdeu a freguesia.
O violão ficou mudo não dita o rítmo das festas.
Prevaleceu a filosofia da hipocrisia.
O povo pede socorro,clama o fim da agonia.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Alentejana.


Tudo é vaidade!Pobre coração.
Adeus "Flor"...enfim reencontraste seu irmão.
Resta seu simples busto em Évora como recordação.
Livro de Mágoas,dor,sofrimento.
Da filha ilegítima,que passou por três casamentos.
Castelã da Tristeza,como puderam ignorar seu desalento?
Compartilho contigo os referidos sentimentos.
Mande lembranças aos saudosos poetas,que são livres para voar.
Contemplas o luar, amiga íntima do entardecer à beira-mar.
O mar revolto abranda,devagar,a alentejana ganhou à alforria sublime!Que posso fazer?...apenas lamuriar.
Homenagem simplória para :(Florbela Espanca;Viçosa Alentejo,1897. Matosinhos,1930).
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